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Nevão “aquece” Vinhais

Nevão “aquece” Vinhais
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  • 20 de Janeiro de 2009, 10:30

Para a autarquia, a queda de neve, por si só, não basta para justificar a ausência dos professores. “Todos os outros funcionários (Câmara, Bancos, Registo Civil, Tribunal, Centro de Saúde) o fazem, porque será que os professores não podem vir?”, questiona Américo Pereira, acrescentando que “não há motivos para que não se faça uma vida normal para chegar ao local de trabalho”.
Em alternativa, acrescenta o comunicado, “devemos sair de casa a tempo e horas, utilizar veículos apropriados, correntes de neve e circular com cuidado.
Mas daí até não haver condições para trabalhar vai uma grande distância.
O que dizer então dos Países do norte da Europa?”.
A edilidade também aponta o dedo à GNR, PSP e Protecção Civil. “Em vez de colaborarem activamente na resolução dessas dificuldades, limitam-se a utilizar a comunicação social para vaidosamente dar entrevistas por tudo e por nada, muitas vezes deturpando a situação que realmente existe no terreno”, lamenta Américo Pereira.

Agrupamento de Escolas de Vinhais considera inoportunas as declarações do edil

Em comunicado, o Agrupamento Vertical de Escolas de Vinhais (AVEV) devolve as acusações. “Na sexta-feira, dia 9, e na terça-feira, dia 13, não houve actividades lectivas porque os alunos das aldeias não foram transportados para as respectivas escolas, por impossibilidade de os transportar, de acordo com informação do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, responsável concelhio da Protecção Civil”, argumenta uma nota de imprensa assinada pelo presidente do Conselho Executivo do AVEV, Rui Correia
Segundo o docente, “os docentes que residem fora de Vinhais enfrentaram algumas dificuldades em conseguir chegar aos estabelecimentos de ensino, pelo que só puderam estar presentes entre as 10 e as 10:30 horas, altura em que iniciaram as actividades”.
Também algumas escolas do primeiro ciclo e jardins-de-infância estiveram encerradas, uma vez que, quando os professores conseguiram movimentar-se em segurança, já os alunos tinham sido levados para as respectivas residências. “Achámos que não se justificava a deslocação dos docentes para essas localidades. No entanto, os mesmos vieram para a escola sede para reuniões de Conselho de Docentes”, salienta Rui Correia.
O AVEV esclarece, ainda, que a Escola EB 2,3/S D. Afonso III “esteve sempre em funcionamento, mantendo-se este Conselho Executivo em contacto permanente com as entidades de Protecção Civil, com a Equipa de Apoio às Escolas, bem como com os professores e funcionários do Agrupamento”.

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Redação