Talho sem passagem para descargas
Esta situação, para José Carlos Rodrigues, é “incomportável, uma vez que as peças de carne, além de terem um peso na ordem dos 100 quilos, terão que se sujeitar a diferentes temperaturas, o que não convém, porque são para consumo”.
Apesar de saber que o projecto daquele loteamento já previa a criação de um jardim nas traseiras do Talho da Montanha, o gerente teme que o negócio seja afectado, dado que a sala de desmanche é o “espaço” mais importante daquele estabelecimento comercial. “Fizemos um investimento de dezenas de milhares de euros e temos conseguido dominar o mercado porque temos a capacidade desta sala de desmanche. Se não poderíamos usar a entrada traseira, era melhor não terem licenciado um talho com estas dimensões”, justificou José Carlos Rodrigues.
Autarquia refuta que gerente já conhecia projecto de loteamento
Segundo o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, para aquele estabelecimento comercial nunca esteve previsto um acesso para viaturas. “Quando adquiriu o espaço, o proprietário conhecia o projecto, que já estava feito, pelo que nunca foi nada mudado, até porque o loteamento estava totalmente construído”, adiantou o autarca.
A solução, segundo o responsável, poderá passar pela criação de um lugar de cargas e descargas o mais próximo possível do talho, de modo a facilitar o transporte das peças de carne. “Não é porque temos uma loja deste género que mudamos o projecto de um loteamento que já foi aprovado. O que podemos fazer é marcar um espaço onde possa efectuar as descargas de mercadoria”, salientou Rui Caseiro.

