Saúde sem fronteiras
Trata-se de um documento que visa definir o quadro jurídico da cooperação sanitária transfronteiriça entre os países vizinhos, para “assegurar um melhor acesso e um atendimento clínico de qualidade às populações das zonas fronteiriças”.
Além disso, esta cooperação também pretende optimizar a organização da oferta de atendimento clínico, facilitando a utilização e repartição dos recursos humanos e materiais, promovendo a complementaridade dos conhecimentos e práticas.
Nesta área, o Centro Hospitalar do Nordeste já tem alguma experiência. “ Tivemos cá uma médica espanhola a fazer consultas de Dermatologia e foi um projecto vantajoso”, reconhece o director Clínico do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Sampaio da Veiga.
No entanto, o responsável realça que os serviços de saúde de Portugal e Espanha são diferentes, pelo que defende “uma certa harmonização dos métodos de relacionamento entre as várias instituições de saúde, de acordo com a particularidade dos países que constituem a União Europeia”.
Depois de ultrapassadas as divergências, Sampaio da Veiga afirma que “tudo o que traga benefícios para os utentes é bem-vindo”. “Temos dificuldades em dar resposta nalgumas especialidades e se as pessoas puderem ser atendidas mais rapidamente é de louvar essa medida”, acrescenta o responsável.
O CHNE mantém a cooperação com o país vizinho, nomeadamente na área Psiquiátrica. “Temos programas comuns que estão a ser utilizados, como é o caso da Unidade de Vida Activa, bem como o desenvolvimento de actividades lúdicas e desportivas entre os utentes de Bragança, Zamora e de Valladolid”, concluiu Sampaio da Veiga.

