Ponte Ibérica reivindicada na Cimeira
Cerca de meia centena de pessoas aproveitaram a 24ª Cimeira Ibérica e concentraram-se, na passada quinta-feira, na Praça Maior de Zamora, para defenderem a “necessidade” desta ligação.
Esta pretensão das gentes daquela área fronteiriça já se arrasta há uma década e há mesmo um projecto elaborado para a construção da travessia, que é do conhecimento dos ministérios que tutelam as Obras Públicas nos dois países.
Segundo a Associação Ibérica Pró Ponte Internacional (AIPPI), esta empreitada está orçada em cerca de 15 milhões de euros, um montante que terá de ser suportado por Portugal e Espanha, em tranches iguais.
O projecto para a construção da travessia, a que o Jornal NORDESTE teve acesso, indica que a ponte deverá unir a margem portuguesa junto à aldeia de Ventozelo, no concelho de Mogadouro, à margem espanhola na área de Masueco, seguindo em direcção a Salamanca e ao resto da Europa. Por seu lado, os espanhóis querem uma ligação mais rápida e eficaz ao litoral norte português, aproveitando a futura Auto-Estrada Transmontana ou o IC5.
Segundo o vice-presidente da AIPPI, Cândido Fernandes, a travessia é sinónimo de progresso económico e social entre as duas regiões ibéricas. “Há laços culturais e de amizade entre os dois povos e não podemos estar separados por uma fronteira natural. Tem de haver vontade política que dite o início da empreitada, já que, até ao momento, quase nada foi feito pelos dois governos”, enfatiza Cândido Fernandes.
No entanto, a construção da ponte poderá encontrar alguns entraves, já que atravessa duas áreas protegidas.

