“Governo insensível”
Para a nova direcção, os maiores problemas que atingem o distrito são o desemprego, interioridade, envelhecimento da população e fuga dos jovens. “Há um desmazelo e insensibilidade relativamente aos pequenos, menos com os banqueiros, os poderosos e os ricos”, sublinhou João Torres, da CGTP.
Segundo o dirigente, é necessária uma mudança política que privilegie os trabalhadores, reformados e jovens. “Era fundamental que a política para o País considerasse o aparelho produtivo que tem sido marginalizado e esquecido”, salientou João Torres. Assim sendo, o responsável defende que “devemos trabalhar para salvar o emprego existente, para que se possa viver melhor”, acrescentando que “ninguém vive feliz em condições de trabalho precário”.
Contudo, adianta, “é preciso confiar que melhores dias virão, pelo que temos que lutar por melhores salários, condições de vida, cuidados de saúde e uma velhice digna”.
Recorde-se que a USB reuniu, no passado mês de Outubro, para o 8º plenário eleitoral. Contudo, devido à falta de entendimento, as 19 colectividades não chegaram a consenso quanto à nomeação da direcção, pelo que a nova reunião teve lugar no passado fim-de-semana. Contudo, na recém-eleita direcção não estão incluídos membros do Sindicatos de Professores. “Gostaria que eles estivessem aqui, mas esperámos até ao último dia pelos dois elementos que estavam previstos para eles, mas queriam três”, explicou Manuel Ribeiro, membro da direcção eleita.
Segundo o dirigente, dentro de pouco tempo os 13 dirigentes terão a seu cargo a eleição de cinco membros que integrarão a comissão executiva que, por sua vez, elegerá o coordenador da USB.

