PCP lança polémica sobre Regionalização
Em conferência de imprensa, na passada quarta-feira, o representante do grupo municipal da CDU, José Castro, acusa o PS de estar a fazer mais uma “manobra demagógica e eleitoralista”. “A posição do PS na AM permite perceber melhor a falsa promessa de José Sócrates ao manifestar-se a favor da Regionalização, mas só depois de ‘um grande consenso entre as forças políticas’”, acrescentou o responsável.
José Castro prossegue, dizendo que os socialistas, ao pretenderem impor um mapa de cinco regiões plano, “viram as costas à região de Trás-os-Montes e Alto Douro, abrindo caminho à diluição do concelho de Bragança no seio da imensa região Norte”.
Na óptica dos comunistas, este caminho é um entreve ao desenvolvimento, visto que “ a região metropolitana do Porto vai continuar a absorver as verbas disponibilizadas pelos quadros comunitários de apoio e pelo Orçamento de Estado”.
Por outro lado, para o PCP, o voto contra dos social-democratas na AM “revela o seu intrínseco e doentio centralismo, confirmado pela sua prática política no Governo”.
Os comunistas recuam a 1998 para afirmarem que o PS e o PSD “não são de confiança, porque voltam a trair as legítimas aspirações dos transmontanos e alto durienses para a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
Em ano de eleições, o PCP considera que só a criação desta região, eleita democraticamente, tem condições de decidir sobre o planeamento e a gestão de desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental do território.
Realçando que vão continuar a lutar pela regionalização, os comunistas congratulam-se, ainda, pelo facto de cinco autarcas do PSD e PS do distrito terem votado a favor da moção da CDU. São eles os presidentes das Juntas de Rebordãos, Adriano Rodrigues, Rebordainhos, Albino Rodrigo, Donai, Luís Martins e Parâmio, Manuel Fernandes. Apesar dos esforços, o Jornal NORDESTE não conseguiu identificar o quinto autarca que votou a favor da moção comunista.

