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Padre Fontes quer “passar o testemunho”

Padre Fontes quer “passar o testemunho”
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  • 6 de Setembro de 2012, 08:11

Cansado pela doença e pela idade, a “alma” do congresso que, anualmente é local de atracção de vários “profissionais” do oculto, revelou estar “na hora” de entregar a responsabilidade da organização a outras pessoas.
A ideia, explicou, era criar um grupo de trabalho com um representante da Junta de Freguesia de Vilar de Perdizes, da Associação de Defesa do Património, do Ecomuseu do Barroso e da Câmara de Montalegre.
“Quero passar a bola porque não penso ter muitos mais anos para aguentar com a carga de organizar um congresso desta natureza. A doença cansa-me”, frisou. Neste momento, acrescentou, está tudo às suas costas.
O padre Fontes salientou que a organização do congresso não é “nenhum bicho-de-sete-cabeças” porque tem uma estrutura definida e atracção, pelo que a iniciativa sobrevive por si própria.

Aldeia cresceu

A aldeia cresceu com a realização do evento, que levou à criação de restaurantes, hospedarias, padarias e produtores de licores e chás, mas segundo o padre, poderia “emancipar-se” muito mais.
“Vilar deveria criar mais expectativas e ter maior criatividade para abarcar a oportunidade de fazer, expor e vender mais produtos da terra”, disse.
Durante quatro dias, Vilar de Perdizes foi local de encontro de cartomantes, endireitas, bruxos, videntes, exorcistas e ervanários com massagens, fotografias da aura e ervas para os males do corpo e alma.
Além disso, um misto de investigadores, especialistas de medicinas alternativas e doenças da mente e do espírito debateram temas como o exorcismo, dietas, medicina tradicional chinesa e poder curativo das plantas.

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Redação