“2013 foi um ano atípico”
Jornal Nordeste (JN) – Qual o balanço que faz da actuação da Protecção Civil durante o ano passado em relação aos incêndios no distrito de Bragança?
Noel Afonso (NA) – Respondendo directamente à questão, como infelizmente todos sabemos, o distrito foi fustigado por um elevado número de ignições que associadas às condições de severidade meteorológica que se registavam, a maior dos últimos 12 anos, afectaram uma área ardida considerável, atingiu algumas infra-estruturas, mas a maior consequência dos incêndios foi a morte de 2 heróis, o António Ferreira e o Daniel Falcão, que caíram ao serviço da Pátria, no cumprimento de tão nobre missão, os quais estarão para sempre presentes na minha memória.
Pelo exposto, percebe-se facilmente que o ano de 2013 foi um ano atípico no que concerne a incêndios rurais.
As consequências não foram mais gravosas, tenho a certeza, graças à competência dos combates dos diversos Agentes de Protecção Civil e Entidades Cooperantes, que com o apoio das Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros, Serviços Municipais de Protecção Civil, Juntas de Freguesia e População na sustentação logística das operações foi possível minimizar os efeitos de tão violentos incêndios.
Registamos no distrito 547 incêndios, dos quais 502 foram debelados no ataque inicial e apenas 45 passaram a ataque ampliado, ou seja 91,8 por cento foram extintos nos primeiros 90 minutos e apenas 8,2 por cento demoramos mais de 90 minutos a extingui-los.
(Entrevista na íntegra na edição impressa ou pdf. Pode ouvir, também, na Rádio Brigantia, 4ª feira, após o noticiário das 17:00h)
