Governo assinou contratos para levar fibra ótica às zonas brancas do país
A expansão da fibra ótica para os territórios de baixa densidade já arrancou. O Governo assinou, em Carrazeda de Ansiães, os contratos que vão levar redes de elevada capacidade a 288 concelhos do país.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, diz tratar-se de tornar o país “mais coeso”. “É uma realidade infeliz do nosso país, há muitas zonas, justamente as zonas do interior, mais despovoadas, onde as pessoas têm menos condições de vida e acresce que têm menos conectividade. E o objetivo é acabar com isso, é tornar o país mais igual em termos de acesso às redes digitais. Portanto, é uma questão de fazer justiça, tornar o país mais coeso, mais igual, garantir igualdade de oportunidades para o interior do país”.
Este projeto abrange perto de duas mil localidades em todo o pais, mais de 416 mil edifícios e vão beneficiar cerca de 4,2 milhões de pessoas. Manuel Castro Almeida reconhece que foi um processo moroso mas estima que se termine em 3 anos. “O resto do país já tem. Onde há grandes aglomerados urbanos já está a fibra ótica instalada. Agora é levar a fibra ótica às populações das aldeias mais remotas”, referiu. Questionado sobre o tempo que pode demorar, recordou que, “de facto, o processo foi muito moroso porque houve complicações burocráticas, recursos judiciais”, mas “finalmente o contrato está assinado”. “Estão criadas as condições para que a empreitada possa começar e a ideia é que tudo isto termine em 3 anos, rematou.
O presidente da CCDRN considera que, com este contrato, o fim das zonas brancas no Norte está, cada vez mais perto. “É um dia histórico. Vamos conseguir acabar com as zonas brancas. Era um flagelo que o nosso país vivia, era uma desigualdade injusta e até inadmissível”.
O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, destaca que a expansão da fibra ótica na região pode ajudar na luta contra a desertificação do território. “É bem verdade, essa é uma forma de aumentar a competitividade e a atratividade do território. Nós sabemos que hoje há muitos cidadãos que, em termos de qualidade de vida, preferem lugares do interior do país, territórios de baixa densidade, e um motivo de exclusão era essa não possibilidade de fazer esse trabalho a partir de casa. Este é um fator muito importante e poderá mudar o panorama nessa perspetiva”.
Os contratos para expansão da fibra ótica nas áreas de baixa densidade contam com um investimento total é de 360 milhões de euros. Além da CCDRN, assinaram contratos com o Governo e DS Telecom a CCDR Alentejo, Algarve, CCDR do Centro, e a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo.

