A iniciativa liberal diz estar “perplexa” e contra a colocação de Câmaras de Videovigilância na cidade de Bragança.
Para o coordenador da IL do distrito, Nuno Fernandes, esta iniciativa não tem fundamento e limita a liberdade da população.
“Como é que alguém pode, num país europeu, pensar em colocar câmaras de videovigilância pela cidade toda sem pensar nos perigos que isto tem?”, questionou, acrescentando que “estamos numa era da inteligência artificial, a manipulação de dados e de imagens é uma coisa que, de certeza, não passou pela cabeça de quem pensou nisto.”
Para o responsável distrital do partido, as estatísticas indicam Bragança como “uma das cidades mais seguras do país” e por isso não entende como esta medida pode ajudar no real problema que, segundo Nuno Fernandes, existe na cidade. “Acho que estamos a pegar no problema pelo lado contrário. O nosso principal problema são atropelamentos. Nós somos contra a instalação de câmaras porque isto não tem justificação prática nenhuma”, disse.
O responsável da Iniciativa Liberal, refere que, para a IL, o mais importante agora é reduzir os atropelamentos na cidade, e defende que a videovigilância não é a solução.
“Não será mais fácil melhorarmos a iluminação nas passadeiras para reduzirmos os atropelamentos? Não será melhor pensarmos como é que estão feitas as nossas vias, porque o grande problema da cidade é a forma como as vias foram feitas e levam a que haja tantos atropelamentos? Se calhar é preciso um investimento maior. E talvez seja pelo facto de ser necessário um investimento maior que nos estejam a deitar areia para os olhos com a implantação de câmaras de videovigilância, sob a justificação de que vão existir menos atropelamentos ou que vão ter menos acidentes.”
Nuno Fernandes afirma que a IL tudo fara para lutar contra esta medida.
“Sinceramente, nós vamos lutar com todas as nossas forças para que isto não seja implementado, porque achamos que isto é um ataque à liberdade individual, achamos que isto é demasiado grave para ser sequer pensado, quanto mais implementado. Não é questão de quem não deve não teme. Agora, acho que há portas que não se devem abrir e esta, é uma porta demasiado perigosa para se abrir. Porque isto vai dar aso à acumulação de poder em pessoas que hoje são umas, amanhã podem ser outras.”
A Iniciativa Liberal espera agora que as autoridades competentes “que têm de aprovar a instalação das câmaras” se pronunciem sobre o assunto.
