Vinhais assinalou Abril com símbolo de liberdade na fronteira
Por Vinhais, as celebrações do 25 de abril ficaram marcadas pela inauguração de um monumento na fronteira com Espanha.
Na Moimenta Raiana, autarcas dos dois lados assinalaram os 50 anos do poder democrático sem fronteiras.
Os alcaides espanhois de Mezquita, Hermisende e A Gudiña destacam a importância desta data também do lado de lá da fronteira.
“Eu sinto-me português, sou um Raiote e sinto um grande respeito por esta revolução” referiu o alcalde da Mezquita, Rafael Pérez Vásquez, acrescentando que este monumento é também, para ele, um símbolo de liberdade e de celebração de 52 anos dessa mesma liberdade.
Já para o alcalde de Hermisende, José González Nieto, “isto marca que Portugal está à 52 anos em liberdade. Tenho admiração por esta revolução e, tal como dizia o Rafael, sinto-me no meio, sou um Raiote também.”
Já o alcalde de A Gudiña vê este monumento como um símbolo do “êxito e um triunfo” da abertura da fronteira. “Já não devia haver fronteiras entre Espanha e Portugal, já devíamos ser todos um, porque realmente convivemos bastante”, frisou.
O autarca de Vinhais, Luís Fernandes, sublinhou a importância de abril para no que à queda das fronteiras físicas e ideológicas diz respeito.
“Este pequeno monumento serve, precisamente para simbolizar aquilo que é, o que foi o 25 de Abril e que são os 50 anos de poder democrático, isto é, a libertação, acabar com várias fronteiras, entre as quais a fronteira física, mas também outras fronteiras que existiam, que levavam a que muitas coisas fossem proibidas. Por isso, resolvemos assinalar aqui com os nossos vizinhos alcaldes. Pensamos ser importante também que quem entra por esta fronteira perceba que tem aqui um monumento que significa e que mostra mesmo isto, os 50 anos do poder democrático em Portugal.”
A inauguração do monumento decorreu sábado, na Moimenta Raiana.
