Que mais virá?
Para os amantes do caminho-de-ferro, o transbordo rodoviário também acaba por ser um desmancha-prazeres e assim se dá cabo das potencialidades turísticas daquela que é (ou foi…) uma das últimas linhas de montanha do País. Enquanto se acelera para o fim da linha do Tua, a Rede de Alta Velocidade continua a absorver milhões de euros em estudo e projectos, enquanto o comboios pendulares permanecem aquém das suas potencialidades, porque as obras de modernização da Linha do Norte nunca mais chegam ao fim. É este o País de contrastes em que vivemos. Perderam-se vidas, encerrou-se uma linha (veremos se temporariamente…) e não se investiu o suficiente para salvar o riquíssimo património ferroviário. “Que mais dá? A barragem está aí!”, pensam alguns autarcas, que não o de Mirandela, felizmente.

