Pedreira espanhola preocupa Montesinho
Alertado pela associação, o presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes, garante que já pediu informação à autoridade responsável pelo Ambiente no país vizinho, para perceber até que ponto a pedreira poderá ser prejudicial para a natureza.
“Nós solicitamos informação para saber se é uma iniciativa negativa, até porque pode não o ser”, sustenta o edil.
Edil bragançano exige a intervenção do ICNB na instalação de uma pedreira na fronteira com o Parque Natural de Montesinho
Já a APAM mostra-se preocupada com a concretização do projecto pela empresa espanhola, nomeadamente ao nível da poluição para o rio Maçãs e população de Quintanilha, com a possível contaminação dos cursos de água e perigo para a saúde pública com a extracção de material silicoso.
O impacto visual no PNM, a inviabilização do parque de merendas de Quintanilha e do trabalho desenvolvido em prol do desenvolvimento das zonas ribeirinhas fazem, igualmente, parte das preocupações daquela colectividade.
Dada a proximidade com uma área protegida, Jorge Nunes exige a intervenção do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
“Se há tantas restrições para as populações que vivem nas aldeias do parque e tendo sido rejeitados projectos de privados para a exploração de pedra no PNM para a reabilitação de casas nas aldeias do concelho, penso que agora as autoridades portuguesas também devem intervir”, acrescenta o edil.
Depois de alertadas as autoridades, a APAM ainda tem esperança de travar este projecto, até porque considera que a exploração irá funcionar dentro de uma zona protegida pela legislação espanhola.

