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Desafiar a violência doméstica

Desafiar a violência doméstica
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  • 3 de Fevereiro de 2009, 11:07

Segundo o major Sá Pires, da GNR de Bragança, à excepção dos concelhos de Bragança e Mirandela (que são da responsabilidade da PSP), verificou-se um ligeiro acréscimo no número de casos, sendo que Vila Flor e Macedo de Cavaleiros são os concelhos onde se registaram mais ocorrências, com 16 e 31 casos, respectivamente. “Apesar dos números terem aumentado um pouco, as expectativas são animadoras, já que os casos ficam aquém do que se verifica noutros distritos”, sublinhou Sá Pires.

Todos os Centros de Saúde
contam com resposta ao nível da violência doméstica

Para tentar contrariar este cenário, a Sub-Região de Saúde de Bragança (SRSB) implementou Núcleos de Prevenção da Violência Doméstica em todos os centros de saúde do distrito. “É um crime público, mas também um problema de saúde pública, pelo que temos obrigação de intervir na sua prevenção e apoio”, explicou a coordenadora da SRSB, Berta Nunes.
Segundo a responsável, com este tipo de valências existe “uma resposta de proximidade, o que faz com que as pessoas se sintam mais à vontade para denunciar e pedir apoio”.
Algumas vítimas de violência doméstica optam por recorrer à ajuda da Casa de Abrigo, sob a tutela da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, com capacidade para acolher cinco pessoas que tenham sido alvo de agressões. “Diariamente recebemos uma média de dois ou três pedidos de ajuda de todo o País, pelo que deveriam ser criadas mais respostas”, explicou a directora – técnica da Casa de Abrigo de Bragança, Ana Maria.
Segundo a responsável, grande parte das vítimas são mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos, mas a instituição já acolheu dois idosos que foram “violentados pelos filhos”, lamenta.
Em funcionamento deste 2002, a Casa de Abrigo já recebeu 72 vítimas, que permaneceram naquela instituição entre três a seis meses.
O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica (NAVVD) é outra das entidades procuradas por algumas vítimas. “Em 2008 atendemos 128 vítimas, na sua maioria mulheres, mas também lidámos com alguns idosos”, informou Teresa Fernandes, do NAVVD.

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Redação