Velo Clube “despejado”
Segundo um comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, o edifício foi cedido, em 2004, pela Câmara Municipal de Bragança (CMB) à ACCB com o acordo de serem partilhadas, em conjunto, com o VCB e o Clube de Cicloturismo Moto Tomé.
A direcção do Velo Clube vem, agora, a público acusar a Associação de Ciclismo e Cicloturismo de desrespeitar o protocolo celebrado com a autarquia ao impedir o acesso à sua sede, bem como a “todo o equipamento administrativo, troféus e restante documentação”. Isto, apesar de sempre ter efectuado “de forma pública, reiterada e pacífica o natural uso das instalações que lhe haviam sido prometidas”. Em resposta a estas acusações, o presidente da direcção da ACCB, Vítor Lopes, afirma que o VCB nunca formalizou qualquer protocolo com aquela associação. “O Velo Clube não assinou nada no sentido de normalizar o uso das instalações e questionámos a sua última direcção eleita sobre a revitalização do Clube”, explicou o responsável.
Segundo Vítor Lopes, dada a inactividade daquela colectividade, as instalações cedidas permaneciam “mortas, pelo que retomámos o espaço para que possa ser utilizado”, acrescentando que, “disponibilizámos umas instalações para ajudarmos à revitalização do Velo Clube, mas ainda estamos à espera de uma resposta”, sublinha.
Já o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, adianta que foi cedido um edifício “às três colectividades, apesar do protocolo ter sido celebrado em nome da Associação de Ciclismo e Cicloturismo”. O autarca salienta, ainda, que “os clubes e associação terão que se entender no que toca à utilização do espaço, bem como no que diz respeito às despesas inerentes, pois não faz sentido a existência de qualquer problema”.

