Robot desinfecta Centro Hospitalar
Trata-se de um robot de origem francesa que, depois de programado, desinfecta as diferentes zonas hospitalares com peróxido de hidrogénio, mesmo nos locais onde é impossível chegar através da limpeza manual. No entanto, a utilização do robot não substitui a tradicional desinfecção com hipóclorito.
Segundo Graça Pombo, responsável pelo Laboratório de Microbiologia do Serviço de Patologia Clínica da Unidade Hospitalar de Bragança (UHB) e coordenadora da Comissão de Controlo de Infecção do CHNE, o hospital da capital de distrito foi pioneiro no País e, até na Península Ibérica, a implementar este sistema de desinfecção de superfícies e ambientes.
Neste sentido, a Comissão de Controlo de Infecção elaborou um estudo microbiológico, de modo a comparar a desinfecção das superfícies antes e depois da actuação da máquina “Sterinis”. “Os resultados são surpreendentes. Nalguns locais onde havia duas e três colónias de bactérias passamos a ter zero colónias de bactérias”, enaltece a responsável clínica.
O relatório apresentado pelo CHNE vai ser publicado em França e já está a ser utilizado pela empresa responsável pela “Sterinis” para fazer entrar a máquina noutros hospitais portugueses. “Alguns hospitais já nos contactaram para obter mais informações sobre a máquina e nós temos cooperado.
Como forma de agradecimento, a empresa emprestou-nos uma máquina desde Junho do ano passado para ser utilizada à experiência”, realça Graça Pombo.
Centro Hospitalar investe 15 mil euros para prevenir as doenças por infecção hospitalar nos utentes internados
Até ao momento, o robot de desinfecção já foi utilizado em diversos serviços da UHB e, em Fevereiro, vai começar a ser usado em Mirandela, seguindo-se Macedo de Cavaleiros. “O CHNE já adquiriu duas máquinas “Sterinis”, o que nos irá permitir estabelecer protocolos para a desinfecção periódica das três unidades hospitalares”, frisou a responsável.
Os serviços onde os riscos de infecção hospitalar são mais elevados, como as Medicinas, Cirurgia, Diálise, Neonatologia, bem como o Bloco Operatório, vão receber a visita assídua da “Sterinis”. “Nalguns serviços vamos fazer uma desinfecção mensal, ao passo que nos restantes será feita duas vezes por ano”, acrescentou Graça Pombo.
Com a aquisição das duas máquinas, o CHNE fez um investimento na ordem dos 15 mil euros, um valor que a responsável garante que será compensado com a diminuição do número de infecções hospitalares. “É vantajoso tanto para os utentes, que podem ter alta mais cedo visto que não estão sujeitos a infecções secundárias, como para os profissionais de saúde”, frisa Graça Pombo.
No âmbito da prevenção das infecções, a responsável realça que o CHNE aderiu a uma campanha internacional de lavagem das mãos. Neste sentido está a ser distribuída uma solução alcoólica em todas as enfermarias para a desinfecção das mãos dos profissionais de saúde e visitas dos utentes.

