Estradas consomem milhares de euros em sal
Segundo o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, esta foi a primeira vez, em oito anos, que se gastou tanto sal nas estradas de Bragança. “Nos outros anos, a quantidade dispendida foi insignificante comparativamente à que já gastámos só este ano”, explicou o autarca.
Uma vez que o concelho está integrado numa região de montanha, onde se enfrentam temperaturas muito baixas, a autarquia está sempre prevenida e precavida, quer ao nível de quantidades suficientes de sal ou de equipamentos para o ajudar a espalhar. “Nós temos sempre stock de sal, e só na semana passada chegaram mais 80 toneladas”, acrescentou Rui Caseiro.
Devido às condições adversas registadas este ano, a autarquia chegou a colocar 60 pessoas nas ruas a espalhar o produto. “Tentamos mobilizar muitos meios humanos, que só podem começar a trabalhar de manhã, quando há uma subida das temperaturas, já que, de outra maneira, o sal não actua. Se for lançado de madrugada não faz efeito nenhum”, explicou o responsável.
Câmara de Bragança paga 25 euros por cada tonelada de sal
Sendo de origem marinha, grande parte do sal adquirido é proveniente da região de Aveiro. “É um sal de segunda categoria, porque é para espalhar nas estradas”, explicou o autarca.
Ao custo de 25 euros cada tonelada, a CMB já gastou milhares de euros para derreter o gelo e repor o stock. “O preço não é muito elevado, mas quase que custa mais o transporte do que o próprio sal”, sublinhou o responsável.
Além deste investimento, a edilidade adquiriu, na semana passada, dois novos equipamentos para a distribuição de sal, que se podem acoplar a veículos 4×4.
Agora podemos chegar com maior rapidez às localidades para espalharmos sal. Antes, os equipamentos eram instalados em tractores, pelo que demorávamos mais tempo”, salientou o autarca.
Além da CMB, também o Governo Civil (GC) do distrito de Bragança concebeu um plano de prevenção e accionou diversos meios para responder às intempéries. “Definimos algumas tarefas ainda antes do mau tempo, pelo que os espalhadores de sal e os limpa-neve estavam preparados atempadamente”, informou o governador civil, Jorge Gomes.
No caso de algum condutor ficar retido na neve, o GC fazia o acompanhamento da viatura, fornecia algum combustível e distribuía um kit de ajuda que continha uma sandes, água e sumo, bem como um folheto informativo.
“Algumas pessoas chegaram a ficar 8 horas sem contacto algum, pelo que aproveitámos a disponibilidade do MotoCruzeiro que nos ajudou com alguns condutores de moto 4 que chegavam mais rápido aos locais onde estavam pessoas retidas na neve”, sublinhou Jorge Gomes.

