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Brigantinos contestam Plano de Urbanização

Brigantinos contestam Plano de Urbanização
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  • 20 de Janeiro de 2009, 10:32

Durante o período de discussão pública chegaram 40 pretensões à autarquia, mas, apenas, 15 foram aceites na totalidade. Mesmo assim, o presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que “ houve uma orientação para as equipes técnicas procurarem enquadrar, na medida do possível, as pretensões dos cidadãos, sem que esse processo ferisse o interesse público”.
No âmbito da análise das pretensões, o município considerou, ainda, 11 parcialmente aceites, 12 não foram aceites e duas foram consideradas não aplicáveis.
A reunião de aprovação do PUB foi aberta ao público e foi marcada pela contestação de alguns munícipes, que se insurgiram contra o documento.
António Veiga afirma que está insatisfeito com o plano, devido às implicações que tem numa parcela que adquiriu na zona de Vale d`Álvaro. “Se antes tínhamos um terreno dentro do Plano Director Municipal (PDM) e numa zona em expansão, hoje temos um terreno dentro do PDM, mas fora do PUB, o que inviabiliza qualquer tipo de construção.
Ou seja, tínhamos um terreno que valeria algum dinheiro e agora não vale nada”, reclama o proprietário da parcela.
Também Carneiro Gonçalves não ficou satisfeito com a aprovação do PUB. “Fiz uma reclamação que abrange vários proprietários de terrenos na zona do Modelo. Não é lógico que se faça uma avenida com duas faixas em cada sentido, com separador central, e que só se deixe construir de um lado”, expôs o munícipe.
Ambos dizem que não vão baixar os braços e caso o PUB seja aprovado na Assembleia Municipal, ponderam recorrer para o Tribunal Administrativo.

PUB vai novamente a votação na Assembleia Municipal agendada para a próxima sexta-feira

Perante a discórdia de alguns munícipes, Jorge Nunes responde que “era impossível que o PUB reunisse consenso”. “Cada proprietário na área do perímetro urbano pode ter uma perspectiva diferente daquela que tem a Administração Pública. Essa pretensão não deixa de ser legítima, mas tivemos que ponderar os interesses de todos os munícipes”, justifica o edil.
Na óptica do autarca, o PUB representa uma grande evolução ao nível do desenvolvimento da cidade, mas realça que foi um processo penoso concluir o documento que chega com 10 anos de atraso.
A proposta final do PUB foi aprovada pelo município com o voto contra da vereadora socialista e vai novamente a votação na próxima Assembleia Municipal, agendada para a próxima sexta-feira.

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Redação