Uma sociedade mais justa
Para a presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas (DNMS), Manuela Augusto, esta iniciativa permitiu debater questões que se prendem com a necessidade de envolver mais mulheres na política. “Trata-se de uma melhoria da qualidade da democracia”, remata a dirigente.
Para a responsável, esta solução é essencial e necessária, uma vez que “também existem homens e mulheres no mundo, pelo que na política teremos que estar representados da mesma forma”.
Assim sendo, a presença e participação feminina na vida política trará mais benefícios e vantagens. “É uma maneira de juntarmos as mais valias que homens e mulheres têm para dar e resultará numa sociedade mais justa”, salientou Manuela Augusto.
Para a socialista, o facto da lei obrigar a que todos os partidos incluam ambos os géneros nas suas listas, implica a que as competências femininas sejam mais (re) conhecidas. “O nome e mérito das mulheres, que são muitas vezes invisíveis, poderão ser divulgados, para que possam vir a ocupar posições dirigentes com poder de decisão, que são ocupados por pessoas que foram indicadas por alguém”, acrescentou a presidente do DNMS.
Na óptica de Manuela Augusto, as mulheres ficam, muitas vezes, com os segundos lugares da tomada de decisão. “É difícil chegarem ao topo, tudo porque o seu nome não é conhecido e porque existem constrangimentos ao nível da sua participação na vida política”, lamenta.

