“Muita parra, pouca uva”
Por isso, o empate acabava por ser o resultado justo, privilegiando a qualidade defensiva e a sorte do jogo, como foi o escorregão de Charles, na altura em que rematava para o golo, aos 35 minutos.
O intervalo transmitiu inspiração e agressividade aos locais, mas a estrelinha e o rigor táctico esteve do lado dos forasteiros. Os mirandelenses foram ficando avassaladores no decorrer da segunda parte, pecando, apenas, na finalização.
No último lance do jogo, os pupilos de Jorge Baptista têm o golo, por duas vezes, nas chuteiras, mas não conseguem concretizar. Contra ataque rápido em futebol directo, apanhando em contra pé os trasmontanos e o golo dos pupilos de José Bizarro, acabando o jogo em explosão de alegria insular.
O futebol prega, muitas vezes, estas partidas, castigando a equipa que mais atacou, mas não soube concretizar e premiando a equipa que, no único lance de perigo, foi eficaz e eficiente.
Quanto aos árbitros, dois pesos, duas medidas e um trabalho cinzento.

