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Associação Comercial de Macedo envolta em polémica

Associação Comercial de Macedo envolta em polémica
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  • 6 de Janeiro de 2009, 10:10

Na sessão do passado dia 29, Carlos Camelo, representante da lista derrotada (B), insurge-se contra a forma como decorreu o acto eleitoral e reclama a nulidade do processo, por considerar inválida a admissão da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros como sócia da ACIMC.
O responsável chegou mesmo a pedir um parecer jurídico para esclarecer esta situação, que vinca a impossibilidade desta instituição particular de solidariedade social ser associada e de integrar a direcção de uma associação comercial.
Perante esta posição, Carlos Camelo afirma que enviou uma carta com o parecer jurídico à Mesa da Assembleia, no passado dia 11 de Dezembro, mas aquele órgão decidiu manter a tomada de posse dos elementos da lista A no dia 16 de Dezembro.
“Queremos que a associação comercial esteja a funcionar dentro da legalidade, o que não está a acontecer. No nosso entender, o acto eleitoral é nulo, pelo que consideramos que a questão deve ser analisada e tratada internamente”, afirma Carlos Camelo.

Presidente da Mesa da Assembleia considera que só uma decisão judicial inviabilizaria a tomada de posse dos novos membros

O sócio que representa a empresa Alberto Camelo, Lda realça que esta questão foi levantada e comunicada aos sócios na última assembleia-geral, onde também se discutiu o orçamento e o plano de actividades para 2009. “Como não obtive uma resposta da parte do presidente da Mesa da Assembleia, decidi apresentar uma moção, que foi aprovada pela maioria dos associados presentes”, acrescentou o empresário.
Confrontado com esta situação, o presidente da Mesa da Assembleia, Luís Gonçalves, confirma que recebeu o parecer jurídico, mas realça que só com uma decisão judicial inviabilizaria a tomada de posse dos membros da lista vencedora.
“Não é um parecer que vai invalidar uma eleição, porque outro advogado pode ter uma posição diferente, até porque a Santa Casa da Misericórdia também tem uma vertente comercial. Por isso, a mesa tem que admitir que está tudo dentro da legalidade”, vincou o responsável.
Luís Gonçalves desvaloriza, ainda, esta polémica e realça que a missão dos membros da associação é defender os interesses dos associados.

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Redação