Pedro Pires expõe em Alfândega
O molde assume, assim, no trabalho do artista um papel fundamental. “O molde é um objecto único entre todas as réplicas que cria. Um molde figurativo contêm dentro de si o volume de um corpo, de uma cabeça, de uma parte do corpo, funciona como uma casa ou invólucro que surge em função dos volumes que contêm. Dentro dele existe o espaço real de um corpo, de um só corpo específico”, diz. Nesta exposição Pedro Pires apresenta também uma série de esculturas de cabeças, da sua própria cabeça. “Cobrir a superfície da cabeça esconde a face e transforma-a num volume semelhante sem identificação possível. Deste modo deixa de ser uma cópia de uma pessoa e passa a ser um volume que contêm uma cabeça humana. O que pretendo é que esse novo volume da cabeça passe a ser um reflexo do interior do corpo, da individualidade interior de um ser humano”, afirma.
Recorrendo a materiais como o ferro, o inox, a resina ou gesso, Pedro Pires cria um habitáculo para o corpo, os materiais ou matérias apresentam-se, no entender do artista como um reflexo do que se passa no íntimo de cada pessoa.
A exposição estará patente até 18 de Janeiro.

