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Crise afecta comércio…mas nem tanto

Crise afecta comércio…mas nem tanto
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  • 16 de Dezembro de 2008, 11:35

Em Bragança o panorama tem-se revelado um pouco diferente do resto do País, pois, apesar da crise que se faz sentir, consegue-se ir vendendo em números iguais ao período homólogo do ano passado.
O Jornal NORDESTE foi à rua perceber se a crise toca a todos e os resultados são surpreendentes.
Irene Barreira é proprietária da loja “Contraste”, conhecida por ser um espaço onde se pode encontrar as mais conceituadas marcas de carteiras e calçado a preços, que na sua maioria, não estão ao alcance de qualquer um. Mas, desengane-se quem pensa que esta loja conhece a palavra crise. Irene Barreira afirma que os negócios estão iguais ao ano passado acrescentando que os artigos mais vendidos são, precisamente, os mais caros. A proprietária, reconhece, ainda, que algumas pessoas não têm grande poder de compra, mas, mesmo assim, esforçam-se por comprar. “Esse é o principal factor para a crise que estamos a atravessar, porque gasta-se mais do que se ganha”, considera.
Visitámos, também, a loja “Cravo e Canela”, onde Fátima Gomes nos referiu que tem vendido ligeiramente mais do que no ano passado, muito graças aos clientes conhecidos e fiéis que a loja possui. Uma das grandes diferenças que a lojista sentiu foi a desmotivação total dos seus clientes para a quadra que se avizinha. “Nunca tinha visto nada assim”, defendeu.
O Jornal NORDESTE também registou algumas lojas que oferecem produtos mais em conta, nomeadamente, roupa, carteiras, calçado e produtos diversificados para casa, e verificou que é, precisamente, aí que o sufoco da crise se faz sentir. Os lojistas sentem-se obrigados a fazer promoções apelativas ao público, pois tem muito material em stock, que pura e simplesmente não se conseguem vender. Fazer reduções nos preços, caso o cliente esteja interessado em levar mais que um artigo é outra das estratégias para escoar a mercadoria.
Com este cenário, o comércio que se tem expandido de forma considerável são as lojas chinesas, que detêm preços muito mais baratos, apesar da qualidade do produto ser manifestamente inferior. No entanto, o factor preço, aliado a algumas carteiras ‘leves’ dos brigantinos, é um grande trunfo do momento.

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Redação