Auto-estrada
Uns acusam o Governo de ter exagerado no marketing político que envolveu cerimónia que decorreu na Cidadela de Bragança. Outros preferem realçar o facto de ter sido lançada uma via de comunicação que, indubitavelmente, vai revolucionar a região.
É certo que a máquina de comunicação e imagem de Sócrates esteve a rolar, aliás como no lançamento do IP2 e do IC5, mas o que ninguém conseguirá fazer é retirar brilho às empreitadas que Trás-os-Montes aguarda há anos e que, finalmente, vão avançar.
Os dados sobre as distâncias que a Auto-Estrada Transmontana vai reduzir falam por si. De Bragança ao Porto a viagem vai durar menos 44 minutos, mas convém lembrar as palavras o autarca de Mirandela, pouco depois da consignação da Auto-Estrada. “Temos de saber rentabilizar estes meios para trazer competitividade para os nossos concelhos”, defendeu José Silvano.
Ora, se é certo que a Auto-Estrada vai operar uma grande mudança na região, também é claro que não fará tudo sozinha em matéria de desenvolvimento.
Se, até aqui, as autarquias já tinham um papel preponderante na captação de empresas, a partir de 2012 vão ter que apostar forte para aproveitar os três corredores rodoviários que vão nascer na região. Como? Investindo em projectos inovadores e capazes de atrair os turistas que não visitam a região por causa da fraca rede de acessibilidades. Exemplos no interior do País: o Fluviário de Mora, no Alentejo, e a praia de ondas artificiais de Castanheira de Pêra.

