Auto-Estrada Transmontana arranca em Março
A ideia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, durante a assinatura do contrato de concessão daquela via, na passada quarta-feira, numa presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
Sendo o último distrito do País a dispor de uma rede de estradas do género, o autarca acredita que a criação desta via pode “ser uma alavanca fundamental para o desenvolvimento económico da região”, uma vez que, “sem boas acessibilidades não é possível abrir portas ao crescimento”.
Já o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, adiantou que a AET garantirá, às populações transmontanas, as mesmas oportunidades que o resto do País tem. Contudo, alerta, “temos que saber rentabilizar esses meios para trazer a competitividade para os nossos concelhos”.
Para o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, esta via poderá atrair novos investimentos para a região. “Esta é a zona mais atrasada do País no que toca a acessibilidades, pelo que com esta infra-estrutura vamos criar emprego, fixar pessoas, reduzir acidentes e aumentar a comodidade das pessoas, entre outros”, sublinhou o governante.
Taxa de sinistralidade grave diminuirá em 65 por cento
Será já no próximo mês de Março arrancam as obras de construção da infra-estrutura, sendo que, daqui a dois anos, começarão a circular os primeiros automobilistas nos troços de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vila Real – Sabrosa. A conclusão total da concessão, no entanto, está prevista para Julho de 2011.
A construção desta via resultará na redução da taxa de sinistralidade grave em cerca de 65 por cento e de 19 mortos por ano.
“Com esta infra-estrutura salvamos vidas, pelo que temos razões acrescidas para fazermos este investimento”, assegurou José Sócrates.
Na óptica do primeiro-ministro, as novas acessibilidades assumem um importante papel a nível nacional. “Apesar de ser, em primeiro lugar, para os transmontanos, vai servir o País, pois é um investimento na nossa economia, para que produza mais e melhor”, acrescentou o responsável.
Com uma extensão total de 186 quilómetros, dos quais 130 serão criados de raiz, a AET representa um investimento na ordem dos 800 milhões de euros, sendo 292 destinados à manutenção ao longo dos 30 anos contratualizados.
Recorde-se que este empreendimento foi lançado há um ano e vai ligar Bragança a Vila Real, abrangendo os concelhos de Alijó, Amarante, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Murça, Sabrosa e Vila Real, num total de 250 mil habitantes.

