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Pipos com sotaque mirandês

Pipos com sotaque mirandês
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  • 10 de Dezembro de 2008, 14:49

A preocupação em conservar todo o saber e tradição desta arte, que transitou de geração em geração, dá hoje à empresa a garantia de um saber acumulado.
Assim, a tanoaria J.M. Gonçalves alia, de forma exemplar, a experiência dos seus 100 anos de existência com as mais modernas tecnologias, facto que tem permitido uma progressiva e permanente conquista do mercado internacional, uma vez que os seus clientes encontram-se espalhados pelos quatro cantos do mundo.
“O segredo do sucesso alcançado reside no rigor do fabrico, com qualidade permanentemente controlada, através de processos internacionalmente certificados”, assegura Sérgio Gonçalves, um dos sócios gerentes.
Neste sentido, a J.M. Gonçalves dispõe, desde 2003, do reconhecimento internacional da “ Bureau Veritas”, para certificação de secagem da matéria-prima com garantia de um mínimo de 24 meses e um sistema inovador de controlo e selecção de madeiras que vai desde a floresta ao produto final.

Empresa aposta na formação e especialização da mão-de-obra

Actualmente, a empresa não sente a pressão dos seus concorrentes mais directos, principalmente do lado francês, onde existem importantes tanoarias.
“Houve uma grande evolução, a nível tecnológico e do crescimento do mercado, o qual fomos acompanhando e, consequente, aproveitando as oportunidades que foram surgindo no sector dos vinhos estagiados em casco de madeira”, salienta o empresário.
A tanoaria já não trabalha de forma sazonal ou para armazém, uma vez que são fabricadas barricas para vários pontos do globo.
Os principais países, e por ordem de volume de negócios, são a Espanha, Alemanha, Portugal e França. Já fora da Europa, a Califórnia (Estados Unidos da América), Austrália, Nova Zelândia e Argentina são os principais importadores.
A J.M. Gonçalves importa praticamente a totalidade da sua matéria-prima, como o carvalho francês e americano, bem como o aço em cinta, que é fundamental para o fabrico dos pipos, proveniente da Alemanha.
“Nós acabamos por dar valor acrescentado ao que importamos, já que exportamos barricas para os países aos quais compramos a matéria-prima”, explica Sérgio Gonçalves.
A especialização e formação dos recursos humanos é outra das preocupações da empresa, abrangendo sectores como a higiene e segurança no trabalho, manutenção de máquinas ou o atendimento ao público.
Já no que toca a questões ambientais, a J.M. Gonçalves dispõe de uma moderna central de biomassa, a partir da qual transforma os restos da madeira em aquecimento das instalações e da água utilizada no fabrico das barricas.
A J.M Gonçalves localiza-se junto à fronteira com Espanha, o que é uma mais valia para partir à conquista de novos mercados em toda a Europa.

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Redação