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Artista de Bragança “borra a pintura”

Artista de Bragança “borra a pintura”
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  • 3 de Dezembro de 2008, 10:30

Esta foi a sentença do tribunal de Bragança para um caso que remonta a Setembro de 2006. Na altura, António Afonso acusou a artista plástica de ter lesado o município bragançano em milhares de euros, ao entregar três quadros que, alegadamente, teriam sido impressos mecanicamente, e não pintados a óleo manualmente, conforme o pedido da autarquia.
As obras em causa estão expostas na Sala de Actos do município e retratam todos os presidentes de Câmara eleitos até à data.
Além dos 5.147 euros, pagos a título de indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais, o pintor foi também condenado a pagar uma pena de multa no valor de 2400 euros.
À saída da sala de audiência, Helena Canotilho mostrava-se descontente com a sentença, dado que a pena aplicada a António Afonso fica muito aquém dos 65 mil euros que a queixosa pedia a título de indemnização.
“Não há nada que pague aquilo que eu sofri nestes dois anos. Tive que ser assistida por um médico e ainda hoje tomo medicação, porque qualquer pessoa entra em depressão quando alguém põe em causa a nossa idoneidade profissional”, recorda a pintora.
Por isso, Helena Canotilho não escondeu que pondera recorrer do valor da indemnização. “Dá ideia que no nosso País as pessoas podem insultar-se à vontade, porque depois basta ter dinheiro para pagar, ainda mais num caso como este, em que a pena foi muito dócil”, desabafava a artista e docente.
António Afonso, por seu turno, também se mostrou desiludido com a sentença. Apesar do tribunal ter dado como não provado que os quadros foram impressos mecanicamente, o pinto afirmou: “não está provado que são pintura a óleo. Eu continuo a afirmar que não são óleo”, considera, acrescentando que o desfecho do processo “deixou muita coisa em aberto”.

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Redação