Professores suspendem avaliação
Depois de verem rejeitados os pedidos de suspensão da avaliação, os professores unem-se e garantem que não vão apresentar os objectivos individuais previstos no decreto regulamentar nº 2/2008 de 10/1.
Nas moções que foram apresentadas ao longo da semana passada na maioria das escolas do distrito de Bragança, os docentes exigem a renegociação do decreto que regulamenta a avaliação, bem como do decreto-lei 15/2007 que lhe dá suporte legal.
Na capital de distrito, quatro escolas do 2º e 3º Ciclos e Secundário aprovaram moções, que foram subscritas por mais de 90 por cento dos docentes, onde deliberam a suspensão da sua participação individual no actual modelo de avaliação. Estes documentos vão ser enviados ao ME e demais entidades que regulam a Educação, Primeiro-Ministro, Presidente da República e Assembleia da República.
Docentes saem hoje à rua, em Bragança, para rejeitarem o actual modelo de avaliação
Em Bragança, os professores da Escola Secundária Abade de Baçal foram os primeiros a aprovar uma moção-deliberação, subscrita por 85 docentes, que enumeram as dificuldades impostas pela avaliação. Seguiram-se os docentes da Escola Secundária Miguel Torga, da Escola EB2,3 Augusto Moreno e, na passada sexta-feira, foi a vez dos professores da Escola EB2,3 Paulo Quintela mostrarem o seu descontentamento. Já os docentes da Escola Secundária Emídio Garcia só ainda apresentaram a moção a pedir a suspensão da avaliação. Ao que foi possível apurar, foram aprovadas moções deste género na maioria das escolas do distrito de Bragança. Nos documentos, os professores dizem que o actual modelo é complexo, burocrático e traduz-se “num desgaste de energias e vontades e num aumento efectivo de horas de trabalho”.
As recentes alterações anunciadas pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, são consideradas pelas estruturas sindicais como “uma forma de deitar areia para os olhos da opinião pública”. Por isso, os professores vão voltar hoje à luta, numa manifestação que a Plataforma Sindical prevê que seja a maior de sempre no distrito de Bragança. A concentração está marcada para as 19 horas, na Praça Cavaleiro Ferreira.

