O quadrado e o círculo à luz da fotografia
paixonado pela arte da fotografia, Alexandre Rodrigues conta que tira centenas ou até milhares de retratos por ano. “Eu nunca parei de tirar fotografias. Fiz, apenas, um interregno ao nível das exposições. Agora voltei, porque tinha que voltar um dia”, afirma o fotógrafo amador.
Ao olharem para este conjunto de imagens, os apreciadores desta arte podem fazer várias interpretações das formas e contrastes de luz combinadas por Alexandre Rodrigues. “Não se trata de um discurso para recuperar valores figurativos, mas há uma recuperação da imagem e um simbolismo subjacente a cada uma delas”, realça o responsável. O título da exposição, “O quadrado e o círculo”, é justificado com um excerto do Sermão de Nossa Senhora do Ó, do Padre António Vieira, que realça a perfeição destas figuras geométricas.
Na mostra, que vai estar patente ao público até finais de Dezembro, é possível observar uma panóplia de contrastes, desde o contraste de luz dentro da Domus Municipalis aos contornos de uma parede marcada pela colagem de propaganda.
Recorde-se que Alexandre Rodrigues foi pioneiro na organização de exposições fotográficas sobre as máscaras, numa altura em que eram desconhecidas aos olhos do País. Agora, o fotógrafo amador regressa à ribalta e deixa no ar a vontade de continuar a expor as imagens captadas através da sua objectiva.

