A visita
Recorde-se que o IC5 levou alguns autarcas a reunir de urgência em Alfândega da Fé para debater alegadas alterações ao perfil da via, razão pela qual José Sócrates preferiu consignar esta obra antes mesmo da Auto-Estrada Transmontana, que será adjudicada em Bragança, em cerimónia a agendar para breve, também com a presença do primeiro-ministro.
Caem, assim, por terra todos os rumores e ameaças que pairavam sobre estas vias, já que, aos olhos dos tecnocratas de Lisboa, o volume de tráfego não justificaria tamanho investimento. Só que Sócrates não cedeu aos lobbies do betão da capital e hoje quer mostrar ao País como se faz justiça a uma região que tem assistido ao adiamento do Plano Rodoviário Nacional.
Muitos transmontanos dizem que só acreditam no IP2, no IC5 e na Auto-Estrada Transmontana quando lá circularem, mas o certo é que, tratando-se de duas concessões únicas, que envolvem fundos do QREN, o processo é irreversível.
Agora que o principal está em curso, venha o acessório, nomeadamente a ligação Bragança – Puebla de Sanábria e, já agora, um corredor rápido Bragança-Vinhais-Chaves.

