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“Não chores por mim futsal”

“Não chores por mim futsal”
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  • 18 de Novembro de 2008, 11:04

Foi uma grande ovação a um público vibrante, com gosto pela modalidade e, acima de tudo, com gosto pela vontade de saber estar. A vila do Planalto começa a ser pequena para grandes emoções. O Académico e o Sporting Clube de Portugal tiraram tinta do piso, mas foi a equipa da casa a ter mais bola a chamar pelo público e a sofrer um golo contra o que se chama na gíria “corrente do jogo”. Aliás, um grande golo de Café, com Douglas sem possibilidades de defesa, um remate em força e técnica com a bola a descrever um arco impressionante e a meia altura. Depois deste golo com sabor amargo foi a equipa da casa a jogar e a criar constantes oportunidades de empatar e ir para a frente. O guarda-redes da equipa da casa dava o exemplo e jogava já no miolo leonino a rematar por 3 a 4 vezes com perigo. Só que na baliza da equipa de Alvalade estava o consagrado João Benedito e a falta de pontaria também ajudou ao nulo Mogadourense na primeira metade. Resultado injusto, mas por decreto de um golo de Café, a vantagem leonina não se podia colocar em causa. A sorte protegeu o Sporting, depois foram mais dois ou três remates, mas Douglas segurou com categoria.
A 2ª parte foi de loucos, com um futsal de grande qualidade e 7 golos com o parcial a ser favorável ao Mogadour, por 4-3, pelo que não ficaria mal a vitória dos transmontanos. Não há grande que resista a este futsal, com muito samba desde a baliza até às alas, pivôs e fixos, passando pelas variantes tácticas, onde aparecem os universais. Ganhou o futsal e não perdeu o pavilhão da junta. Se fossem chamados a votar, os espectadores ganhavam por maioria absoluta.
Da arbitragem só uma palavra: garantidamente deve ser a melhor dupla nacional.

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Redação