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Ligares revolta-se contra assaltante

Ligares revolta-se contra assaltante
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  • 18 de Novembro de 2008, 10:19

No dia da decisão, várias dezenas de pessoas concentraram-se junto ao tribunal de Moncorvo e, enquanto o jovem era conduzido pela GNR, não faltaram apupos por parte de alguns populares.
“A aldeia está revoltada. Se ele aparece por aqui nos próximos tempos pode dar-se uma tragédia. Houve pessoas que ficaram sem o ouro, sem objectos que herdaram dos familiares, e sem muito dinheiro. Esta foi uma das principais achas da fogueira. As pessoas querem que se faça justiça”, contou a presidente da Junta de Freguesia de Ligares, Patrícia Pessoa.
Os populares que se encontravam num dos cafés da aldeia dizem que homem e a sua família não são bem vistos na localidade. “Se for solto terá de se haver com a justiça popular”, desabafava um dos clientes do café Central, enquanto escutava as conversas cruzadas. Muitos foram aqueles que quiseram mostrar os locais de onde alegadamente foram furtados os seus bens.

Populares dizem que o assaltante estudava os movimentos das pessoas antes de efectuar os roubos

“Ele sabia muito bem o que procurava. Ele e a esposa sentavam-se numa mesa do café e parece que controlavam os nossos movimentos. Houve uma altura em que aqui no café, depois da mulher ir embora, ele ficou a fazer que bebia só para nos controlar”, afiança António Pascoal, proprietário de um café local.
A esposa é Leonor Pires, acusada de “agressão na forma tentada”, que será notificada posteriormente para se apresentar em tribunal.
É que a população garante que o alegado assaltante não agia sozinho. “Era impossível que só uma pessoa fizesse o rombo no tecto do corredor da nossa casa.
O buraco é grande, ele teve que de ter ajuda de outra ou mais pessoas”, diz Berta Alves.
Nalguns casos, as pessoas explicam que o alegado assaltante subia aos telhados e entrava nas habitações. Depois levava o que encontrava, principalmente ouro e dinheiro. As casas das pessoas idosas foram as primeiras, depois foram a cafés e edifícios públicos.
“Ele entrou no meu quarto e levou todo o dinheiro que lá havia. Nem trocados me deixou para poder comprar pão”, desabafou Berta Alves.
Numa primeira fase, populares e autoridades associam esta onda de assaltos a consumo de droga, visto que o indivíduo já estava referenciado.
Antes da detenção, o suspeito foi alvo da fúria popular, já que foram muitos aqueles que queriam fazer justiça pelas próprias mãos. Ao indivíduo valeu-lhe a intervenção da GNR.

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Redação