Diabéticos mais autónomos
Para tal, a Sub-Região de Saúde de Bragança (SRSB) pretende que seja o próprio doente a assumir parte da “responsabilidade” dos tratamentos e vigilância, pelo que a acção de enfermagem deverá focar-se nos vectores: Informar, Ensinar, Instruir e Treinar.
Os profissionais de saúde devem, então, ter em conta as opções e opiniões do utente, de modo a encontrarem uma “estratégia” eficaz para o tratamento, sendo que cada doente é um caso concreto e específico.
A iniciativa ficou, assim, marcada pelas intervenções de diversos profissionais de saúde ou utentes ligados a esta problemática, como o médico Pinto da Costa que, enquanto diabético, abordou os obstáculos encontrados pelos doentes no que toca ao cumprimento rigoroso da auto-vigilância.
Já o psicólogo do Centro de Saúde de Mirandela, António Salema, falou das diversas fases de adaptação das crianças e jovens em relação à diabetes, que podem passar do choque à reacção, da recuperação e reorientação no que toca à doença.
Sexualidade dos diabéticos continua a ser tabu
Apesar de cerca de 25 por cento das mulheres e 50 por cento dos homens revelarem problemas no que toca à sua sexualidade, esta temática continua a ser vista como um tabu, sendo pouco debatido entre profissionais de saúde e utentes. Dada a reduzida comunicação estabelecida à volta deste tema, o diagnóstico de possíveis disfunções relacionadas com a doença é, muitas vezes, dificultado. O “pé diabético” foi, também, outro dos temas abordados nas I Jornadas da Diabetes, uma vez que atinge uma parte dos doentes.
Recorde-se que, segundo um estudo efectuado no concelho de Carrazeda de Ansiães, 359 pessoas são diabéticas, o que corresponde a 13,5 por cento da população.
Recorde-se que o Dia Mundial da Diabetes é comemorado no dia 14 de Novembro. Para assinalar esta importante data, a SRSB promoveu um rastreio junto dos variados profissionais dos centros de saúde do distrito, bem como na Unidade de Macedo de Cavaleiros do Centro Hospitalar do Nordeste.
Das 603 pessoas avaliadas, das quais cerca d e60 por cento tem menos de 45 anos, constatou-se que 52 por cento revela baixo risco de vir a ter Diabetes Tipo 2 nos próximos dez anos, contra 40 por cento dos inquiridos que têm moderado ou elevado. Já oito por cento dos profissionais rastreados apresenta um risco alto ou muito alto.

