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Serviços públicos sem acessos para deficientes

Serviços públicos sem acessos para deficientes
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  • 11 de Novembro de 2008, 11:57

Esta iniciativa, organizada pela Comissão da Especialidade dos Enfermeiros em Reabilitação (CEER), contou com a participação dos utentes e funcionários da Associação Sócio-Cultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT), da Câmara Municipal de Bragança e das Juntas de Freguesia da cidade.
Durante o percurso, as equipas depararam-se com inúmeras barreiras que tiveram que contornar para conseguir circular na cidade ou para aceder a serviços públicos.
“Foram identificadas bastantes barreiras arquitectónicas, como é o caso da inexistência de rampas, elevadores inadequados e falta de cadeiras nas escadas ou quando existem não funcionam”, salientou a condenadora da CEER, Ângela Prior.
O Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (antigo IDICT) é o edifício público de Bragança que apresenta piores acessibilidades. “Existem umas escadas em caracol, que impediram a equipa de aceder àquele serviço”, constatou a responsável. No caso dos Correios e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (antiga DGV) a cadeira para pessoas com mobilidade condicionada estava avariada.
Quem se tentou deslocar nos transportes públicos também encontrou obstáculos. “O autocarro ecológico é o único que tem acesso para pessoas com cadeiras de rodas, mas para os invisuais não existe nenhum sinal sonoro que indique a sua chegada, logo necessitam da ajuda de terceiros”, frisou Ângela Prior.
O objectivo desta acção foi sensibilizar a comunidade para a importância de respeitar o decreto-lei 163, de Agosto de 2006, que define as regras e as normas de acessibilidades.
Depois do tratamento dos dados, a CEER vai divulgar os resultados no próximo dia 3 de Dezembro, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

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Redação