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Espanha garante auto-estrada Zamora-Quintanilha

Espanha garante auto-estrada Zamora-Quintanilha
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  • 4 de Novembro de 2008, 09:50

O responsável interveio na noite do passado dia 25 de Outubro, em Alcañices (Espanha), na mesa redonda “Mentiras e realidades do nosso atraso: as vias de comunicação”, tendo revelado que, em breve, serão adjudicados os projectos de execução da A11, entre Muelas e Fonfría e de Fonfría a Alcañices.
Na passada quinta-feira, durante a inauguração de mais um troço da auto-estrada Zamora-Salamanca, o delegado do governo espanhol, Miguel Alejo, reforçou os dados avançados por Angel Escalado Iglesias. “A autovia entre Zamora e a fronteira portuguesa está a avançar de acordo com os prazos duma obra com estas características”, salientou o responsável, em declarações ao diário La Opinion – El Correo de Zamora.
Miguel Alejo recorda que, se o processo não está mais avançado, é porque não houve vontade política do executivo PP que antecedeu o governo de Zapatero. “No caso da autovia entre Zamora e a fronteira portuguesa, o que recebemos do governo anterior foi um seta pintada num mapa, dizendo que por ali se podia fazer uma autovia. Mas, logicamente, primeiro há que fazer os estudos necessários e abrir concursos. No entanto, tudo está em marcha até à fronteira lusa”, assegura o responsável.

Fundação Afonso Henriques acusada de “potenciar projectos hispano-lusos, mas sempre longe da raia”

O alcalde de Alcañices, Tomas Carrión, reagiu ao anúncio e reafirmou a importância de dotar a raia de ligações rápidas. “As estradas entre Aliste e Trás-os-Montes são imprescindíveis para o comércio e intercâmbio social e cultural”, salientou o autarca.
Na mesa redonda que decorreu em Alcañices, as acessibilidades conseguiram suscitar críticas de alguns intervenientes. A Fundação Rei Afonso Henriques, por exemplo, foi acusada de “potenciar projectos hispano-lusos, mas sempre longe da raia, cujo subdesenvolvimento só é utilizado, na maioria dos casos, para conseguir os fundos comunitários. Por isso, os participantes exigiram que os fundos do Interreg “privilegiem as populações e comarcas de fronteira e não as grandes cidades”.
O vereador da Câmara Municipal de Bragança, Nuno Cristóvão, esteve presente no debate e alinhou pelo mesmo diapasão. “As vias de comunicação são vias de progresso, mas na raia são mais as mentiras do que as realidades. Os fundos, muitas vezes, não chegam, privilegia-se o litoral, como o Porto, e menos o interior”, revelou o responsável, citado por aquele diário de Zamora.
Além da auto-estrada, Nuno Cristóvão alertou para a necessidade de melhorar as ligações entre Miranda do Douro e Bragança: “As ambulâncias continuam a entrar ou sair por Moveros e Três Marras para tomar a Nacional 122 no transporte de doentes. Não há um equilíbrio e continuamos a sofrer”, lamenta o autarca.

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Redação