Caça na Lombada – parte VII
Após as promessas não cumpridas de governantes e responsáveis da Direcção Geral de Florestas, foi a vez do presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN), António Rego, marcar a sua passagem pelo certame. “Até final do ano, a AFN iniciará o processo de diálogo com a Câmara Municipal de Bragança, Juntas de Freguesia, Associações de Compartes, Conselhos Directivos de Baldios e Associações de Caça para encontrar um modelo de gestão sustentável e duradouro para a Zona de Caça da Lombada”, garantiu o responsável.
António Rego diz que é altura de aprender com o passado na escolha de soluções para melhorar o desempenho da ZCNL e promete marcar a diferença, nem que para isso tenha que pôr de lado falsas modéstias.
AFN não fecha a porta a parcerias com entidades privadas na gestão da ZCNL
“Não é gabar-me, mas eu não gosto de me meter nas coisas para andar a gastar dinheiro. Temos que ter objectivos e o objectivo é o sucesso”, defende o presidente da AFN.
No modelo de gestão que vier a ser encontrado, o responsável não afasta a hipótese de envolver entidades privadas. “Para mim está tudo em aberto. Se os parceiros envolvidos entenderem que as parcerias com entidades privadas são vantajosas, eu não rejeito a ideia, sobretudo se isso for uma mais valia para todos os parceiros envolvidos” salienta António José Rego.
Confrontado com o período de caça ao veado na ZCNL, que este ano só abriu de 8 de Setembro a 3 de Outubro, o responsável não aponta metas, já que o mapa venatório ainda não está totalmente definido. “Isso depende do acompanhamento e monitorização das espécies, que são flutuantes (vão a Espanha e vêm de Espanha). De qualquer modo, uma das grandes vantagens da Lombada é a população residente e nacional durante todo o ano”, explicou o presidente da AFN.
Este é o sétimo ano consecutivo que o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, lança do debate em torno da ZCNL na abertura na Norcaça. As soluções não aparecem, o que leva o edil a lamentar a ineficácia do Estado na criação do ansiado plano de gestão cinegético. “É sétima vez que introduzo a mesma cassete na abertura da Norcaça. Toda a gente assume compromissos, há muito conhecimento científico daquela zona e sabe-se como fazer, mas é preciso as pessoas deitarem mãos à obra e não deixarem tudo na mesma, como tem acontecido até aqui”, salienta o edil.

