Onde ficou a concentração?
Mais tarde, André tirava qualquer dúvida que houvesse na partida. Depois, boas transições de bola, jogo curto e, acima de tudo, muita persistência. Ficou assim cumprida a primeira parte e o marcador não sofreu mais alterações, porque Pedro Eugénio esteve em plano de evidência.
Na 2 ª parte, evidenciou-se o domínio com mais dois golos e o marcador registava o 4-0. Com, apenas, 4 minutos parecia tudo resolvido, mas afinal nada estava certo até ao apito final. A desconcentração em três lances de bola parada devolveu à equipa da casa o resultado e, ao mesmo tempo, crescia a emoção nas bancadas, que podiam ter mais gente. Erros atrás de erros colaram o marcador nos 4-5. Faltavam 7 minutos e tudo podia acontecer. Mais golos só deram razão aos jogadores que foram prestáveis e, acima de tudo, correctos, mas com o 5-6 e a 1 minuto do final, a bola ainda tocou o poste da baliza de Luís Rodrigues, mas não seria justo pela prestação da equipa de Tó Parreira. Foi um bom jogo e muita emoção.
Poucos erros da equipa de arbitragem, alguns por falta de concentração. A dupla não quis ou não soube gerir o jogo, validou um golo ao Carviçais, quando a bola não passou a linha de golo. Mais grave ainda é que a baliza estava fora do sítio regulamentar. Além disso, no primeiro remate da jogada a bola foi cortada com a mão de um jogador dos Pioneiros sem penalti e sem cartão, mas a bola não entrou. Valeu à dupla de Mogadouro um público de classe e gente que joga e sabe estar.

