Fase Charlie positiva
Sendo a Fase Charlie o período mais crítico no que toca a fogos, o Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais destacado para o distrito de Bragança contemplou os seguintes meios: 200 homens distribuídos por 40 Equipas de Combate a Incêndios, oito Equipas Logísticas de Apoio ao Combate compostas por dois elementos cada uma, um Grupo de Reforço a Incêndios Florestais com 32 homens e nove veículos, seis comandantes de Permanência às Operações, bem como oito pessoas de Apoio Logístico e oito no Apoio ao Centro de Meios Aéreos.
Já os 30 elementos que integram os meios aéreos, e que asseguraram uma intervenção rápida no máximo de 15 minutos em toda a área do distrito, distribuíam-se por duas equipas GIPS da GNR nas serras da Nogueira e Bornes.
No que toca a acções de vigilância, para o distrito de Bragança foram destacadas 13 equipas de Sapadores Florestais com 75 homens, 11 postos de vigia e duas equipas de Sapadores Florestais Militares com dez elementos.
Deputado do PSD fala de omissão de dados
Recorde-se que na Fase Charlie de 2007 foram registadas 280 ocorrências e 619,6 hectares ardidos. O deputado do PSD, Luís Carloto Marques, “acusa” a Autoridade Florestal Nacional (AFN) de ocultar os fogos que tiveram lugar no Parque Natural de Montesinho (PNM) e que atingiram 1 201 hectares de vegetação. Este dirigente confrontou o secretário de Estado da Floresta e do Desenvolvimento Rural, Rui Nobre Gonçalves, com este assunto, mas o governante adiantou que a informação divulgada pela AFN incluía dados do PNM.
Segundo Luís Carloto Marques esta dissonância demonstra a falta de coordenação entre as várias entidades ligadas ao combate aos fogos.

