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Rendas disparam em Moncorvo

Rendas disparam em Moncorvo
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  • 7 de Outubro de 2008, 09:02

O presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, teme efeitos negativos e pede à população para não confundir “oportunidade de negócio com ganância”.
“Estão a ser pedidos 600 euros de renda mensais por um T3. Por uma casa numa aldeia chegaram a pedir 1.000 euros. Noutro dos casos foram pedidos 1300 euros por uma casa antiga recuperada, mas já baixaram para 900 euros”, assegura o edil.
O autarca deixa um alerta: “estamos a assustar as pessoas” e o concelho é que perde, já que há casos em que potenciais arrendatários estão à procura de casa em Vila Flor.
Os principais interessados são administradores e técnicos pertencentes ao consórcio que ganhou o concurso para a construção do empreendimento hidroeléctrico, composto pelo grupo Lena e pela empresa Bento Pedroso Construções. Estas pessoas vão ter que viver na região durante a construção da barragem, que só deverá estar concluída em 2013.
“O pico alto da chegada das pessoas deverá acontecer entre 2010 e 2011. Nessa altura, o número deverá chegar às mil pessoas”, salientou Aires Ferreira.

Casas do antigo bairro mineiro do Carvalhal estão a ser recuperadas pelo consórcio responsável pela construção da barragem

Ao contrário do que aconteceu durante a construção da barragem do Pocinho, em que o pessoal “ vivia” nos estaleiros, desta vez as empresas optaram por colocar os quadros técnicos a viver nas localidades e os operários em dormitórios dentro do estaleiro da obra.
Para minimizar a situação, foram encontradas outras soluções, como é caso de um convénio efectuado entre a Sociedade de Gestão Hoteleira do Douro Superior, proprietário de 26 habitações na aldeia do Carvalhal que pertenciam ao antigo bairro mineiro, e o consórcio que vai construir a barragem do Baixo Sabor. As habitações foram concluídas em 1985 e estão situadas a cerca de oito quilómetros da vila.
“A recuperação das casas foi iniciada há uma semana e parte delas estão prontas a ser habitadas até ao final do ano”, afiançou Aires Ferreira.
O negócio vai adiar o bairro turístico programado para aquele local.
Em contrapartida há um investimento da empresa arrendatária na ordem dos 450 mil euros.

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Redação