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Quando as árvores são perigosas

Quando as árvores são perigosas
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  • 7 de Outubro de 2008, 09:04

O alerta foi deixado Serafim Riem, da empresa Planeta das Árvores, que, na passada sexta-feira, efectuou algumas demonstrações no jardim António José de Almeida, em Bragança.
“As árvores são muito mal tratadas no nosso País. Seja com podas abusivas ou desrespeito do espaço das raízes, estão constantemente a sofrer danos”, sublinhou o responsável. Segundo o técnico, “a situação é preocupante e é um milagre que não se registem mais mortes na sequência da queda de árvores”.
Serafim Riem realizou uma avaliação do estado biomecânico das árvores, a partir da qual pode perceber se constituem perigo para os cidadãos. “Cada vez mais as autarquias têm preocupação em saber se as árvores são seguras ou se podem cair em cima de habitantes”, sublinhou o responsável.
Além de arrancar tocos de árvores enraizadas, foi efectuada, também, a poda de uma tília, cujos detritos e ramos dispensáveis foram laminados e encaminhados para a compostagem ou para a cultura de canteiros.

Plano Verde da cidade de Bragança deverá ser conhecido dentro de pouco tempo

As sessões práticas no jardim António José de Almeida decorreram no âmbito do VIII Encontro Nacional de Técnicos de Espaços Verdes, que teve lugar na passada sexta-feira e sábado, em Bragança.
Durante o evento, foi debatido o Plano Verde da cidade (PVB), concebido pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em parceria com a Câmara Municipal local (CMB), com o objectivo de apoiar a distribuição, desenvolvimento e gestão de espaços verdes em Bragança.
Segundo Artur Gonçalves, docente do IPB, o PVB assume a “salvaguarda de espaços de elevado valor paisagístico e ecológico que existem na cidade, tanto ligados ao rio Fervença, como no equilíbrio de jardins e espaços públicos que possam ser adequados ao uso da população”.
Este projecto, sob o qual foi lançado o livro “Espaços Verdes de Bragança”, abrange, ainda, estratégias de construção e sustentabilidade, entre outras. “É disponibilizada informação sobre as espécies que melhor se adequam à região, os espaços que podem ser usufruídos e os que não podem ou a redução de custos relativos à criação e manutenção de, por exemplo, jardins”, explicou o presidente da CMB, Jorge Nunes.

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Redação