Intoxicação alimentar no IPB
Segundo a enfermeira coordenadora do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Conceição Vieira, a maioria dos utentes teve alta no próprio dia, tendo ficado internados apenas três, que saíram do hospital no dia seguinte. “Foram assistidos pelo médico, a alguns foi prescrita medicação para tomarem em casa e outros tomaram a medicação no hospital”, explica a responsável, acrescentando que se tratou de uma situação sem gravidade.
Em comum os estudantes tinham o facto de terem jantado na cantina do IPB no dia anterior (na passada terça-feira). Por isso, o estabelecimento de ensino procedeu, de imediato, à recolha de amostras para efectuar análises à comida servida àquela refeição.
O responsável dos Serviços de Acção Social do IPB, Osvaldo Régua, admite a hipótese de ter sido uma intoxicação alimentar, mas salvaguarda que durante 25 anos nunca houve problemas com a alimentação servida na cantina.
Além disso, o responsável realça que foram servidas 600 refeições ao jantar e que apenas um número reduzido e localizado de alunos terão manifestado estes sintomas.
Por isso, o responsável avança três hipóteses para o sucedido. “Pode ter sido uma virose apanhada em qualquer lado, a comida da cantina, que continha amêijoas, ou um espirro de um aluno ou funcionário que pode ter contaminado apenas alguns tabuleiros”, esclarece Osvaldo Régua.
Esta situação levou os inspectores da ASAE e da Delegação Geral de Saúde a efectuarem uma inspecção rigorosa ao funcionamento da cantina, na passada sexta-feira, mas, segundo o responsável por aquele serviço, não foi encontrada qualquer anomalia.
As análises à comida estão a ser feitas nos laboratórios da Escola Superior Agrária, mas os resultados só deverão ser conhecidos durante esta semana.

