Bragança automatiza abastecimento de água
Trata-se de uma parceria que visa o desenvolvimento, produção e instalação de sistemas tecnológicos de modo a automatizar os equipamentos de captação, adução e armazenamento de água, com vista à diminuição de desperdícios ao nível energético, água nos reservatórios e a melhoria da eficiência dos sistemas já criados.
Recorde-se que o sistema foi testado, durante um período de oito meses, na freguesia de Alfaião, obtendo excelentes resultados.
Agora será implementado nos sistemas cuja captação e adução de água se fazem através de elevação, com auxílio de bombagem, onde a distância entre as captações e o reservatório seja um entrave à instalação de cabos eléctricos enterrados. Assim sendo, as 27 localidades com infra-estruturas nessas condições são: Alfaião, Baçal. Caravela, Carocedo, Castro de Avelãs, Deilão, Donai, Formil, Freixeda, Freixedelo, Grijó de Parada, Maçãs, Macedo do Mato, Meixedo, Outeiro, Parada, Paradinha de Outeiro, Paradinha Nova, Pinela, Rio Frio, São Julião de Palácios, São Pedro de Serracenos, Samil, Sanceriz, Santa Comba de Rossas, Sendas e Vila Boa.
“As pessoas estarão perante um serviço com elevada qualidade que vai passar a ser regulado e que assegura sempre o abastecimento de água”, explicou o mentor do projecto, José Augusto Carvalho, docente na Escola Superior de Tecnologia de Bragança (ESTIG).
Actualmente, o controlo de tempo e a adução de água nos reservatórios é efectuado através de relógio, exigindo constantes alterações de programação que dependem da previsão de consumo de água para cada um dos sistemas. Este método tradicional levava, muitas vezes, a desajustamentos na quantidade de água bombeada, originando armazenamento insuficiente ou desperdícios daquele líquido. “O próprio sistema verifica as necessidades da população e coordena a bombagem da água conforme esses dados e, mesmo que haja algum problema na comunicação, o abastecimento está assegurado”, garante o responsável.
Projecto pode vir a ser desenvolvido numa escala superior
Além da poupança a nível energético e das reservas aquáticas, este projecto visa eliminar custos de exploração, como o pagamento de serviços de comunicações, sendo que, ao que se estima, o investimento global de 24 mil euros será recuperado em pouco tempo.
Na óptica do presidente da CMB, Jorge Nunes, esta parceria não visa a compra de equipamentos, mas “o desenvolvimento de um conceito para aplicar um sistema de telecontrole no abastecimento, com vista à redução de desperdícios de água, energia e comunicações, resultando num investimento inferior”.
Segundo o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, este projecto é um exemplo da capacidade de inovação do Instituto, que comprova a sua qualificação em diversas áreas. “Este sistema, que pode ser aplicado noutras autarquias, poderá trazer um bem-estar acrescido, já que estamos a poupar os nossos recursos”, adiantou o responsável.

