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Movimento reivindica obras na EN 308

Movimento reivindica obras na EN 308
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  • 23 de Setembro de 2008, 09:19

O “Movimento dos Utentes da Estrada Bragança/Zeive”, criado no passado dia 14, é constituído por pessoas residentes nas 11 aldeias servidas por esta via e tem como objectivo “pressionar as entidades competentes para efectuarem uma intervenção de fundo na estrada”. Caso o problema não seja resolvido, ameaçam boicotar as eleições agendadas para o próximo ano.
“Vamos sensibilizar a população para não exercerem o direito de voto enquanto os governantes não nos repararem a principal ligação à capital de distrito”, afirma Carlos Fernandes, mentor do movimento e residente na aldeia de Vilarinho.
A primeira acção de sensibilização decorreu na passada sexta-feira, em Maçãs e, no dia seguinte, em Mofreita. “Vamos dar a volta a todas as aldeias”, garante Carlos Fernandes.
Recorde-se que a EN 308 serve Vila Nova, Meixedo, Carragosa, Soutelo, Cova de Lua, Vilarinho, Parâmio, Maçãs, Fontes de Transbaceiro e Zeive, no concelho de Bragança, e Mofreita e Dine, no concelho de Vinhais.
Os utentes queixam-se do “péssimo” estado em que se encontra a estrada, até porque não foi alvo de qualquer intervenção há mais de 34 anos. “Tenho 53 anos e não me lembro de trabalhos de beneficiação na via”, enfatiza Carlos Fernandes.

Buracos e irregularidades no piso danificam viaturas e obrigam a população a fugir para a cidade

Esta posição é partilhada por Carlos do Vale, membro do movimento e presidente da Junta de Freguesia de Carragosa, que garante que a única coisa que os responsáveis das Estradas de Portugal têm feito é tapar buracos. “Põem o alcatrão, mas passado pouco tempo já saltou todo”, acrescenta o responsável.
Mário Morais, que utiliza diariamente este troço, também se queixa dos danos causados pelo mau estado do piso. “Tapam os buracos para deitar areia para os olhos do povo. Ainda fica pior, porque o alcatrão salta e agarra-se aos carros”, denuncia este habitante de Carragosa.
Recorde-se que os buracos e depressões na via já tinham motivado um abaixo-assinado, que foi enviado, no passado mês de Abril, ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. “Não há qualquer promessa para arranjarem a estrada”, lamenta Carlos do Vale.
Além disso, o autarca de Carragosa ainda ficou a saber que os 460 metros que atravessam a aldeia foram desqualificados pelo Plano Rodoviário 2000, pertencendo, agora, ao domínio municipal. Estranho é que os responsáveis das EP que andaram a tapar os buracos se tenham preocupado em “remendar”, também, este troço…
“Esta situação é um entrave ao desenvolvimento, porque há muitas pessoas que vêm cá ver terrenos para construir e desistem quando vêem o estado em que está a estrada”, garante Carlos do Vale.

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Redação