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Linha perigosa

Linha perigosa
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  • 23 de Setembro de 2008, 09:12

Vale a pena, no entanto, recuar a Novembro de 2000 para conhecer o relatório de três peritos da REFER, que o Jornal NORDESTE divulga nesta edição.
Vale a pena porque, sempre que há um acidente no Tua, vem a lume o cenário da barragem e monta-se uma cabala para dar a entender que os acidentes ocorrem porque há empresas com mais interesse na albufeira do que na circulação ferroviária. Uns chamam-lhes “máfias hidráulicas”, outros “actos de sabotagem” e o discurso volta-se para questões laterais que desviam as atenções do assunto principal, que é a segurança na linha do Tua.
O relatório efectuado pelos especialistas da REFER, ao longo de 6 meses de trabalho de campo, dá conta de “instabilidade”, “perigos de derrocada” ou “risco de desprendimento de blocos rochosos”, aliás, algumas das causas do trágico acidente de Fevereiro de 2007 e do descarrilamento duma dresine, em Abril do mesmo ano.
Nesta altura é mais importante centrar o debate no essencial, que é uma linha com 120 anos, onde a política de segurança tem sido a marcha à vista e obras avulsas, em vez dos sistemas de detecção de pedras ou da consolidação de todos os locais considerados perigosos.

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Redação