Quiosque empatado no Azibo
Destinado à venda de produtos regionais, artesanato e gastronómicos, o equipamento mantém-se inutilizado devido à falta de interessados e um diferendo entre a Junta de Freguesia de Santa Combinha (JFSC) e a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (CMMC). “Temos posições distintas no que toca ao concurso que a Câmara lançou. Ainda tentaram celebrar um protocolo, mas não concordámos, porque acreditamos que o quiosque deve ser da freguesia e não da Câmara Municipal”, referiu o presidente da JFSC, João Alves.
Recorde-se que o equipamento foi construído no âmbito do programa Portas da Terra Quente, que visou a reabilitação urbana de Santa Combinha, orçada em cerca de 275 mil euros.
O responsável sublinha, ainda, que o importante é que o quiosque comece a funcionar, já que pode ser uma forma de dinamizar ainda mais a freguesia.
“Queremos é que seja aberto, pois o turismo tem aumentado muito e devem aparecer interessados em ficar com o quiosque”, acrescentou João Alves.
Já o vereador da CMMC, Manuel Cardoso, adiantou que a autarquia vai lançar, dentro de alguns meses, o concurso para a exploração do equipamento. “Está fechado, apenas, porque até agora não têm aparecido interessados em mantê-lo aberto, que é o nosso objectivo, pois não pode ser a Câmara Municipal a explorá-lo”, explicou o responsável.
Na óptica de Manuel Cardoso, o desenvolvimento da albufeira do Azibo, bem como o aumento no número de turistas, tem originado um novo mercado, que justifica a aposta em infra-estruturas como o quiosque. “A autarquia tem feito investimentos aos poucos, sendo que se pensa apostar no sector da hotelaria e restauração, pois já há pessoas a procurarem casas nas aldeias do Azibo para passarem uns dias na região”, informou o vereador.

