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Geadas mataram olival

Geadas mataram olival
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  • 9 de Setembro de 2008, 09:12

Os dados apurados junto de 773 olivicultores apontam para que cerca de 353 hectares (ha) de olival novo e 942 ha de olival antigo tenham sido afectados. Ou seja, cerca de 69015 oliveiras novas e 126722 árvores antigas morreram completamente, contribuindo para uma redução significativa da produção de azeite.
A AOTAD realça, ainda, que os danos são ainda maiores quando consideradas as oliveiras que devido aos danos provocados pelas geadas não vão produzir azeitona nos próximos três ou cinco anos.
Às geadas juntam-se, ainda, as trovoadas de Verão que dizimaram culturas nas zonas de Grijó, no concelho de Macedo de Cavaleiros, e Cardanha, no concelho de Torre de Moncorvo.
De acordo com a estimativa da AOTAD, nas zonas mais afectadas pelas condições climatéricas adversas a quebra na produção ronda os 75 por cento, ao passo que as zonas envolventes registam uma redução de cerca de 35 por cento.
Na óptica da colectividade este cenário “representa uma perda de capital produtivo regional”, que contribuirá para a redução da produção bruta regional. Além disso, esta situação também poderá ter reflexos ao nível do abandono do olival por parte de alguns agricultores que ficam enfraquecidos pelo reduzido retorno económico da actividade.
A AOTAD continua a fazer a avaliação do impacto desta redução na produção total regional, mas deixa alguns conselhos aos produtores para a apanha da azeitona na campanha 2008-2009. A antecipação da colheita poderá ser a melhor forma de evitar a ocorrência de situações semelhantes e, ao mesmo tempo, garante a melhoria da qualidade do azeite produzido na região.

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Redação