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Entre o Azibo e a história

Entre o Azibo e a história
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  • 9 de Setembro de 2008, 09:14

Conhecida pela Fraga da Pegada, que deu o nome a uma das praias da barragem, bem como pelos percursos pedestres e a ilha do Cabeço do Fidalgo, a história de Santa Combinha caminha em paralelo com a do Azibo.
Assim, além da paisagem única que envolve a albufeira, os visitantes podem conhecer a Fraga da Pegada, um dos principais cartões de visita de Macedo de Cavaleiros, na qual se encontram gravados diversos motivos realizados em diferentes épocas, como a Idade do Ferro, Média e, mesmo, Moderna.
A freguesia é associada, ainda, à ilha do Cabeço do Fidalgo, a única que existe em toda a albufeira. Supõe-se que terá sido ocupada em duas épocas distintas cronológica e espacialmente, sendo que se encontraram diversos materiais, como cerâmica comum de uso diário e vasos de armazenamento, que indicam que terá sido habitada durante o período romano. Ainda na ilha, pode conhecer-se um conjunto de arte rupestre que engloba diversos motivos, como covinhas e traços concretizados, ao que se estima, na Idade do Bronze.
Já dentro da própria aldeia, os visitantes podem aventurar-se pelo percurso Ricardo Magalhães, que proporciona uma visão privilegiada sobre as serras de Bornes e do Cubo, bem como sobre o paredão da albufeira e o conjunto de vegetação e arvoredo que se sobrepõem às tonalidades das aguas do Azibo.
Uma vez terminado o trilho, os turistas têm a oportunidade de visitar a igreja matriz da freguesia, o templo de Santa Colomba ou Comba. Concluída em 1758, quando os habitantes transportaram, com a ajuda de bois, a cantaria e barro necessários para a construção do baptistério, esta igreja é um dos exemplos mais elaborados da região em termos de arquitectura religiosa.

Autarca apela ao investimento de privados em Santa Combinha

Depois do programa Portas da Terra Quente, que permitiu a requalificação de parte da freguesia e a criação de algumas infra-estruturas, como um quiosque para venda de produtos tradicionais que continua inactivo, o presidente da JFSC apela ao investimento de privados em Santa Combinha. “As principais obras e infra-estruturas estão concretizadas. Agora, cabe a cada um investir e apostar na aldeia, já que chegou a vez dos privados poderem dar algo à freguesia”, sublinhou o João Alves.
Contudo, apesar do interesse de habitantes e emigrantes em construírem em Santa Combinha, os investidores têm encontrado diversos obstáculos e entraves, como o Plano Director Municipal (PDM). “As dificuldades e regras são muito restritivas. Ou adquirem diversas casas antigas no núcleo habitacional, o que se torna complicado, ou não podem construir na periferia”, explica o responsável. Este processo, segundo o autarca, impede o desenvolvimento de Santa Combinha. “Só recentemente começámos a ter benefícios com o desenvolvimento do Azibo e há propostas para a criação de algumas infra-estruturas, mas existem demasiados entraves”, lamenta.

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Redação