Justiça sem árbitro
Foi, no entanto, um jogo muito calmo, por vezes com um futebol de parada e resposta, muito aberto, mas sem casos para resolver.
O primeio golo de Ibraima, que fez o 1-0 para o Bragança, foi fora de jogo. Não deixa dúvidas, apesar de alguns conhecidos homens da bola não estarem de acordo no campo. Mas alguns antigos juízes não têm qualquer dúvida, já que estava a mais de dois metros, o que, a ter mesmo acontecido, é um erro grosseiro.
Ainda na primeira parte, José Luís tenta agredir Jibril. Não acertou em cheio, mas o árbitro deveria ter marcado penalti e expulsar o guarda-redes do Bragança, já que a jogada vem de um canto em que o guardião José Luís é rápido na defesa e tenta sê-lo também na reposição de jogo, mas acerta no jogador sintrense.
Litcha é derrubado, pisado e empurrado dentro da pequena área a três metros do juiz, que não marca nada e para mostrar a sua falta de classe ainda mostra amarelo ao jogador canarinho.
Lopes da Silva não gostou de uma parte da bancada que preferiu mostrar o seu anti-desportivismo
Depois dá-se uma expulsão ridícula do guarda-redes Sintrense, Miguel Aleixo, que sai
da baliza já sobre a sua esquerda e, perto da quina da grande área, joga com a mão. Provavelmente fê-lo fora da sua área de jurisdição, tanto que o juiz auxiliar não hesitou em levantar a bandeira. Poderia ser livre, mas cartão vermelho revelou uma falta de sensibilidade atroz.
Poucos dos sete amarelos mostrados se justificam, pois viram-se jogadores correctos e a praticarem um futebol que agradou.
Rui Gil dá cartas com o seu pé esquerdo, apesar de estar perdido na terceira divisão. Já Ibraima é um ponta de lança a sério, mas necessita de um apoio, mesmo assim marcou dois golos, um deles num penalti que o juiz acertou e que deixou dúvidas tiradas mais
tarde. José Luís salvou o Bragança por duas vezes com defesas de luxo, sempre aos pés de Rui Miguel, o melhor do 1º Dezembro.
O Bragança ganhou bem, mas Lopes da Silva foi muito criticado na bancada por alguns sócios, por fazer duas alterações aos 88” e não dar tempo de jogo a quem precisa de ganhar forma.
Os sócios não estiveram em grande número, mas Lopes da Silva não gostou
de uma parte da bancada que preferiu mostrar o seu anti-desportivismo perante uma equipa que, pela primeira vez, veio a Bragança. A verdade é que o treinador do Bragança marcou pontos em grande.

