“Re: Contra-Corrente”
Desta vez, o meu caro amigo Dr. Armando Fernandes entendeu fazer o mesmo por razões diferentes no seu conteúdo, mas iguais nos seus propósitos: – Defender uma corrente, uns companheiros do seu Partido, e um PSD que não está bem, desde que o Dr. Durão Barroso trocou Lisboa por Bruxelas por ambição pessoal em detrimento da lealdade que deveria ter para com a sua Pátria. Isto porque, o “bichinho” da política continua bem presente no quotidiano de Armando Fernandes, apesar de já ter deixado a liderança da Comissão Distrital do PSD-Santarém.
No entanto, aproveito a oportunidade para desejar ao ilustre Dr. Armando Fernandes umas boas Férias noutras terras ou noutros lugares, apesar de considerar que essas seriam certamente muito melhores, na minha modesta opinião, se fossem passadas na sua terra Natal – Lagarelhos, Concelho de Vinhais.
No meu caso, por exemplo, não há outras terras ou outros lugares que me façam afastar das minhas origens, isto porque as nossas terras além de serem a nossa alma, fazem parte de uma herança ancestral que temos a obrigação de devolver aos nossos vindouros de forma engrandecida. Na realidade, não podemos render-nos ao fatalismo histórico da desertificação, embarcando nas mensagens de mau presságio de uma certa morte anunciada. Por essa razão, nada justifica que os transmontanos se esqueçam de um momento para o outro das suas origens, já que nas nossas terras existem amigos, familiares, tradições, e a passagem do testemunho de várias gerações que não deve ser perdida.
Por outro lado, note-se que os argumentos apresentados por Armando Fernandes, sobre o efeito das reformas socialistas no nosso País, jamais poderão ser comparados com o clima de descrença e desconfiança a que os Governos PSD/PP conduziram Portugal durante os últimos anos. Mas o mais lamentável é que esse registo, que ficará na História, tenha acontecido à custa das dificuldades de todos nós. Desta feita, lamento que os militantes e simpatizantes dos partidos da direita continuem a não reconhecer, perante as portuguesas e os portugueses, que são os únicos responsáveis pela crise política, social e económica que tem assolado o nosso País de forma tão profunda.
Além disso, o exemplo dado pelo meu caro amigo Armando Fernandes sobre uma eventual penhora pelas Finanças de uma casa no valor de muitos milhares de Euros, quando a divida em causa não chega à meia centena de Euros, vem mesmo de quem desconhece os procedimentos administrativos que estão ao alcance de todos os contribuintes para se evitar tais desfechos.
Mas, infelizmente, esta dificuldade em ver as coisas correctamente, que é uma das maiores fontes de atrito na vida política portuguesa, faz com que as coisas pareçam bastante diferentes do que naturalmente seriam de esperar, em que a defesa do bem comum e o futuro das nossas terras deveriam ser os objectivos prioritários, e nunca a defesa daqueles que apenas procuram através da vida política um futuro melhor. Sendo assim, note-se que daqui tem surgido um círculo de causa e consequência do qual se tem tornado difícil escapar, mas que certamente será alterado com a crescente evolução da nossa sociedade, isto se tivermos em conta que a maior parte dos cidadãos apenas têm evitado a vida partidária porque esta não é venerada e, infelizmente, porque a maior parte da população não a quer seguir.
Para terminar, e sobre a inépcia que já se vai constatando da Dr. Manuela Ferreira Leite como líder do PSD, coloco à reflexão o seguinte: “ Como pode a habilidade para comandar depender da habilidade para obedecer? Podiam igualmente dizer que a habilidade de flutuar dependia da habilidade de se afundar!” – L. J. Peter and R. Hull, o Princípio de Peter.

