O Atlas Transmontano
O Atlas Transmontano está em exposição no shopping bragançano e tem suscitado a curiosidade dos forasteiros que por ali passam. “ Os emigrantes têm oportunidade de verificar se há muita gente desta região a trabalhar na mesma zona no estrangeiro”, salienta a directora do Fórum Theatrum, Mariema Gonçalves.
Esta iniciativa surgiu no âmbito do programa de boas-vindas levado a cabo anualmente na fronteira de Quintanilha, que reúne algumas entidades do distrito de Bragança. “Depois de largas horas de viagem, é na fronteira que os emigrantes ouvem falar português pela primeira vez e acabam por conversar um pouco com os voluntários que os recebem”, realça a responsável.
Cerca de 3 500 emigrantes participaram na construção do Atlas Transmontano
Este ano, as palavras partilhadas com os emigrantes foram registadas num atlas, que mostra a terra natal e os destinos de trabalho de quem partiu em busca de uma vida melhor. França, Suiça, Luxemburgo são alguns dos países que acolhem um maior número de emigrantes transmontanos, mas também há quem procure destinos mais longínquos. “Temos o caso de pessoas do Nordeste Transmontano que vinham da Macedónia.
Quando lhes demos as boas-vindas na fronteira já vinham há seis dias em viagem”, conta Mariema Gonçalves.
A responsável realça, ainda, que este painel contou com a colaboração de mais de 3 500 emigrantes que passaram a fronteira de Quintanilha ou que procuraram a praia fluvial do Azibo para descansar. “O Atlas foi construído durante os quatro dias de campanha realizada nestes dois locais”, acrescentou a directora do Fórum.
Recorde-se que a par da construção do painel, o Fórum Theatrum também distribuiu água, brindes e flyers de descontos para as lojas do shopping a todos os emigrantes.
Dado que esta iniciativa teve uma grande receptividade por parte das pessoas que atravessaram a fronteira, Mariema Gonçalves garante que o Fórum Theatrum vai continuar a dar as boas-vindas aos emigrantes e a registar as suas origens e os seus destinos.

